Festival Recife de Teatro abre espaço para dobradinha inusitada

Duas companhias de teatro vão encenar o espetáculo ‘Cordel do amor sem fim’

Os grupos são de Pernambuco e São Paulo

Da Redação do pe360graus.com (retirado do site globo.com)

Fotos:

Daniel Abicair/ divulgação (Trupe Sinhá Zózima/SP)

Pedro Diniz/divulgação (Poste Soluções Luminosas/PE)

A 12º edição do Festival Recife do Teatro Nacional abriu espaço para uma dobradinha inusitada na programação. Dois grupos com sotaques diferentes vão contar uma história de amor em ‘Cordel do amor sem fim’. O espetáculo será encenado de 26 e 29 de novembro pela Trupe Sinhá Zózima (SP) e pelo grupo Poste Soluções Luminosas (PE). Serão duas apresentações distintas em ambientes diferentes, mas com o mesmo enredo.

Em cena, os atores narram uma história de amor que se passa às margens do Rio São Francisco.  As personagens vivem um drama de amores desencontrados: Carminha gosta de José, que deseja Teresa, que espera por Antônio, para desespero de Madalena. Quase que como uma obra de Drummond, o texto de Cláudia Barral tem seu diferencial explorado pelos dois grupos que encenam a peça em palcos diferentes.

Para contar a história que se passa em uma cidade do interior de Minas Gerais, a Trupe Sinhá Zózima (SP -
foto 1) vai trocar os palcos por um ônibus. A história será conduzida pelas ruas da cidade. O coletivo, transformado em uma casa, conta e canta a esperança e armadilhas do amor. As apresentações serão nos dias 27 e 28, em dois horários (18h e 20h), e no dia 29, às 18h. A saída será do Centro Apolo-Hermilo e seguirá pelas ruas do bairro do Recife em 50 minutos de “viagem espetáculo”.

Já o grupo Poste Soluções Luminosas (PE -
foto 2) mostra a mesma estória, só que desta vez ambientada no interior da Bahia, na cidade de Carinhanha. O grupo opta por narrar de forma tradicional os amores de Carminha, Teresa, Antônio e Madalena no palco do Espaço Compassos nos dias 26 e 27, às 20h. Os ingressos para os dois espetáculos vai custar R$ 5.

PROGRAMAÇÃO
Com essas duas novas peças integrando o roteiro do 12º Festival Recife do Teatro Nacional, passa de 42 para 44 o número de espetáculos que o público poderá conferir desta quinta-feira (19) até o dia 30 de novembro. 

O evento, realizado pela Secretaria e Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife, vai movimentar os palcos dos teatros Barreto Junior, do Parque, Apolo, Santa Isabel e Hermilo Borba Filho, além dos palcos descentralizados, nos bairros do Jordão Alto e Barro. As peças terão preços populares e vão custar no mínimo R$ 1 e no máximo de R$ 5.

SERVIÇO:Cordel do Amor Sem Fim (SP)Dias 27 e 28 às 18h e 20 h, dia 29, às 18h – Ônibus (Saída Centro Aplo-Hermilo)Cordel do Amor Sem Fim (PE)Dias 26 e 27, às 20h – Espaço Compassos (Bairro do Recife)Ingresso: R$ 5



Escrito por Sinhá Zózima às 20h22
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Escrito por Sinhá Zózima às 15h29
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" Cordel do Amor sem Fim" no TUSP em Novembro

foto: Eugênio Goulart

Todas as Quartas e Quintas "Cordel do Amor sem Fim dentro do ônibus saindo do TUSP (Teatro da Usp) Rua Maria Antônia, 294 – Vl. Buarque - Tel: 3255-7182, Ramal 41/42. Qua e qui, 21h. R$20 R$10 meia . De 04/11 até 19/11. 14 anos.


Escrito por Sinhá Zózima às 03h28
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O que rolou na Mostra



Escrito por Sinhá Zózima às 18h48
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“Arte Expressa”

1ª  Mostra de Artes dentro do transporte público do município de São Paulo. 

Programação das intervenções artísticas 

25/10 domingo:

10h  Procura nome próprio (Teatro)

11h  Serenata al Cavaquinho (Música)

12h Trupe Sinhá  Zózima  (Teatro)  

 

26/10 segunda feira:

10h CIA. Asfalto de Poesia (Teatro)

11h Karalargá (Música)

12h Palavras cruzadas (Teatro)

  

27/10 Terça feira:

10h  Parampará (Música e Teatro)

11h Coletivointrânsitto (Dança)

12h Projeto In Cantaria (Música e Teatro)

 

28/10 quarta feira:

10h Grupo Rocokóz  (Teatro)

11h Tatiana Nunes (Dança do Ventre)

12h Coletivo Sampoesia  (Música)

 

Exposição de Artes Visuais:

Nanete Azevedo, Guto Lacaz, Tiago Fernandes e Vanessa Cabral

Todos os dias, em paralelo com as demais intervenções. 

 

RELEASE 

A MOSTRA

“ARTE EXPRESSA –1ª mostra de artes dentro do transporte público no município de São Paulo”

idealizado pela Trupe Sinhá Zózima, tem como objetivo a  pesquisa e a apropriação do espaço

e a relação que se estabelece com o público dentro e fora do ônibus urbano.

A partir de 25/10, durante 4 dias, entre as 10 da manhã e 1 hora da tarde, os passageiros de um

dos ônibus do trajeto Terminal Sacomã – Terminal Mercado  do Expresso Tiradentes terão

acesso a intervenções de teatro, dança, música e artes visuais.

Neste período, a mostra espera abranger mais de 6300 paulistanos.

A exposição fotográfica no Terminal Mercado entre 14 e 21 de novembro encerra a mostra

e pretende dividir os melhores momentos com quem participou e despertar a curiosidade

de quem não teve a oportunidade de embarcar conosco. 

O “ARTE EXPRESSA” faz parte da programação do projeto SPTransCultural da SPTrans

que leva arte , cultura e entretenimento a todos que utilizam o os ônibus do

transporte público da cidade.  

PORQUE O ÔNIBUS URBANO

Um símbolo forte e cotidiano, o ônibus urbano é o meio pelo qual a Trupe entende

ser possível popularizar a arte. O público é  passageiro, e os passageiros são o público

neste coletivo, e durante um curto espaço de tempo, ter a possibilidade de experimentar

o cotidiano de uma forma diferente. 

A PROGRAMAÇÃO

Sem nenhum patrocínio, a Trupe Sinhá Zózima buscou o apoio e participação de artistas

que fazem intervenção urbana ou que estavam dispostos a experimentar o espaço

alternativo do ônibus urbano.

Nossa vontade era poder incluir todos que se prontificaram a participar. A programação

de 4 dias com 3 horas diárias foi resultado de um empenho de quem tem a vontade

de fazer acontecer e derrubar as barreiras para que as pessoas tenham acesso ao

que está sendo produzido artisticamente fora dos locais tradicionais.

A Mostra conta com participações de grupos como Faz e Conta e Caixa de Imagens,

que vão dividir com os passageiros os contos populares e literários de sua

mais recente produção, a intervenção urbana: “Palavras Cruzadas”.

Quarteto Vocal Karallargá, grupo que saiu da Orquestra do Projeto Guri, de

São Bernardo do Campo, e utiliza violoncelo, violino, vozes e sons corporais

para criar arranjos de músicas regionais e infantis.

O Coletivointrânsito traz a intervenção “Mi casa Su casa”, onde figuras

femininas revelam no espaço do coletivo paisagens e ações próximas e conhecidas por seus usuários.

“Vítimas do esquecimento global” é um olhar através da lente do fotógrafo

Tiago Fernandes, sobre os moradores de rua do centro expandido da cidade de São Paulo. 

A TRUPE SINHÁ  ZÓZIMA

Composta pelos atores Anderson Mauricio, Evie Milani, Fernando de Marchi, Priscila Reis, Tatiane Lustoza e Vanessa Cabral, a Trupe iniciou sua pesquisa sobre o espaço cênico do ônibus urbano em 2007 e caminha para sua 3ª montagem teatral, o infanto-juvenil “O Poeta e o Cavaleiro”, texto de Pedro Bandeira (projeto contemplado em 2009 com o prêmio Myriam Muniz). “Cordel do Amor sem Fim”, de Claudia Barral e “Valsa n° 6” de Nelson Rodrigues, compõem o repertório. Em cada montagem, o ônibus recebe um significado, e a interação com este espaço só é plena após a estréia, pois o público-passageiro é peça fundamental para ditar o ritmo e desenrolar da movimentação e interação entre o ônibus e as personagens do espetáculo. Para consultar a programação ou contratar apresentações visite o site: www.sinhazozima.com   

 

 

Ficha Técnica do “Arte Expressa” 

Realização: Trupe Sinhá Zózima

Coordenação Geral: Tatiane Lustoza e Anderson Mauricio

Produção Executiva: Tatiane Lustoza

Programação Visual: Danilo Sartorello Neto

Visagismo: Glaucia Sartorello

Fotografia: Danilo Dantas

Equipe de suporte técnico: Vivian Barreto e Washigton Medeiros

Realização: Trupe Sinhá Zózima, SPTrans e Cooperativa Paulista de Teatro

Apoio Cultural: SPTrans, Big Format, Bardo Batata, Apfel e Foco4

Quando: 25 a 28 de Outubro das 10h às 13h 

Local: Dentro de um ônibus urbano no Expresso Tiradentes.

Exposição fotográfica da Mostra:14 a 21 de Novembro

Local: Terminal Mercado e Terminal Sacomã 

Contatos com a imprensa:

9385-6083 / Anderson Mauricio

8044-6744 / Tatiane Lustoza  

 



Escrito por Sinhá Zózima às 21h44
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Escrito por Sinhá Zózima às 01h36
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III Litoral Encena - Mostra Nacional de Teatro de Rua e de Bonecos

Parabéns aos organizadores do III Litoral Encena. A mostra tomou conta de seis municípios da região litorânea, e cresceu bastante do ano passado pra este ano. Tivemos a honra de participar novamente deste evento e fomos agraciados fazendo duas apresentações em Salesópolis, e duas em Caraguatatuba com o espetáculo Valsa nº 6 de Nelson Rodrigues.

Ainda tem muitos grupos para apresentar como Oigalê, Teatro de la plaza, Cia Mistérios e Novidades, Pia Fraus. A Mostra vai até o dia 31 de outubro. Pena não poder ficar pra ver este overdose Dionisíaca em pleno Litoral. A Trupe Sinhá Zózima agradece a todos que colaboraram que essa festa se realizasse.

Evoé

 



Escrito por Sinhá Zózima às 01h32
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O cordel  CORDEL DO AMOR SEM FIM” por Denisson Palumbo final

IX

O Antônio de Teresa

Escrevera para ela

Cartas inúmeras cartas

Escritas de forma bela

Mas a mana Madalena

Mulher com muito problema

Pegou todas, só pra ela… 

     X

A Teresa de Antônio

Amiúde só sofria

Sonhava bem acordada

A lembrar da poesia

Do homem que esperava

Todo santíssimo dia 

     XI

A Teresa de Antônio

A José nenhum queria

- Sei que ele vai voltar!

Assim para si dizia

Falando para o Antônio

Que dentro de te vivia 

     XII

Madalena solteirona

Que nunca amou ninguém

Além do tal Jesus Cristo

Este homem do Além

Bem em casa se trancou

E na vida disse Amor

Muito menos que amém. 

     XII

Madalena solteirona

Pra Tereza pôs José

Por ele ter igual nome

Do pai de quem punha fé

O homem, coitado, vinha

Àquela sua casinha

Pra na bunda tomar pé 

     XIV

O José de irmã Carminha,

A do meio delas três,

Só queria a Teresa

E não a tendo se desfez

Se entregou a um flagelo

Sentindo só no guarguelo

O gosto da embriaguez

     XV

O José de irmã Carminha

Era dela sem nem saber

Sendo cego quando ama

Nada mais podia ver

José só quer a Teresa

E somente sua beleza

O fazia enlouquecer 

     XVI

A Carminha de José

Encorajava a Teresa

Na espera de Antônio

- Ele volta, é certeza…

Assim que a irmã dizia

Embebida de franqueza 

     XVII

A Carminha de José

Era puro devaneio

Mas só nele, ele a queria

E aquecia o seu seio

Ela sentia até febre

Mas dentro do seu casebre

Jamais ele foi ou veio 

     XVIII

O Antônio de Teresa

Veio como prometido,

Porém, foi somente visto

Por José enfurecido,

Insano e com uma faca

Que usa quando o ataca.

E o Antônio cai ferido 

     XIX

O Antônio de Teresa

Demorou para voltar

Velejou sobre as águas

Viajou também no ar

Alto foi de zepelim

E no Cordel do amor sem fim

Nunca que deixou de amar

     XX

A Teresa de Antônio

Dele ela foi pra sempre

Desde que somente ele

Sentiu-a dentro no ventre

Só ele que ela quer

Quer ser só sua mulher

Até que não mais se lembre 

     XXI

A Teresa de Antônio

Ao saber de sua morte

Pode parar de esperar

Para se entregar a sorte

E a sorte foi muito má

A vida levou um corte 

     XXII

Madalena solteirona

A seu Deus amou demais

Tudo que aconteceu

É culpa do Satanás!

Esse amor era maldito

Não trouxe nenhuma paz 

     XXIII

O José de irmã Carminha

Sumiu, foi no vasto mundo

Saiu ele assim impune

Deste crime tão imundo

Enlouquece, despiroca

E vira louco vagabundo 

     XXIV

A Carminha de José

Fica só em triste espera

A solidão, a saudade,

Ela sente e já tolera

Enquanto esse mundo roda

Em movimento de esfera 
 

     XXV

Pode o Amor se acabar?

Eu mesmo respondo “sim”

Apesar de não desejar

E de querer sempre pra mim

Uma história como esta

Do Cordel do amor sem fim 
 

     XXVI

O Amor pode acabar

Como acabou o latim

Deixado de ser falado

Ou como acaba o capim

De um pequenino pasto

Seco sertão, solo gasto

Do Cordel do amor sem fim 

     XXVII

E se o Amor se acabou

Bom não foi, era ruim

Nem era amor deveras

Mas era chamado assim

Pois só se ama uma vez

Nem duas e meia ou três

É Cordel do amor sem fim 

     XXVIII

Esse amor se acabará

Do coração irá pro rim

Irá e escorrerá

Pelas veias e enfim,

Pelos vários excrementos

Excessos de sentimentos

Do Cordel do amor sem fim! 

 XXIX 

Amo toda a Poesia

Amo tuba e bandolim.

Amo o samba e o repente

O Pandeiro e o tamborim.

Amo essa Literatura

Amo essa minha cultura

Amor por Cordel sem fim…

 

 

 



Escrito por Sinhá Zózima às 00h49
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O Cordel do Cordel do Amor sem fim

Veio quentinho aqui pra gente. Cláudia enviou direto da Bahia, o Cordel que Dennison fez com todo amor sem fim.

Envio por partes porcausa do limite dos caracteres. Mas é lindo por demais da conta, veja você mesmo:

 

O CORDEL DO AMOR SEM FIM”

I

Agora para e repara

No papel com as palavras

Vindas da minha cabeça

Onde começa os travas-

Da língua bem brasileira

Falada e feita na feira

Onde termina as lavras

 

II

Plantação de meus versos

Sobre esse solo-papel

Onde termina a palavra

Plantada pro povaréu

Onde termina seu chão

Onde começa meu céu.

 

              III

Agora para, repara

Começa sua leitura

Barulho de balbucio

Inclinação de postura

Silêncio imaginário

Do Leitor solitário

A ler Cordel com ternura

 

IV

Você que lê o cordel

Na busca de aventura,

Duma viagem sem volta,

Porém, de forma segura.

Aquieta as vista aqui

Assenta os zoi nos “e”

E essa viagem atura

 

V

O Cordel do amor sem fim

É a história ideal

Já inicia no meio

E não se sabe o final

Deste transeunte trem

Que vai sem ter terminal

 

VI

O Cordel do Amor sem fim

Tesão que não se termina

Espera que não te cansa

Canção com rima fascina

Toda criança e velhinha

Casada e também sozinha

E é claro a minha menina.

 

VII

O Cordel do amor sem fim

Começa com verso novo

De novo começo, verso

E começou tudo de novo

Vou indo noutra viagem

Vivendo num personagem

A vida do nosso povo

 

VII

O Antônio de Teresa

Cantador do mundo vil

Navega na correnteza

E naquela margem do rio

Tereza espera o homem

O homem que ela viu

 

Continua...

E não perca: Valsa nº 6 no TUSP toda Quarta e Quinta de outubro às 21:00

 



Escrito por Sinhá Zózima às 01h55
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Rastreando alguns blogs que comentam suas impressões sobre o trabalho da Trupe Sinhá Zózima no "Cordel do amor sem fim", deparei com um depoimento antigo até, mas escrito com muito cuidado pela querida Mônica .

Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

"A trupe consegue ambientar o ônibus numa velha palhoça do sertão. Novos e muito talentosos, os atores nos fascinam por suas expressões meigas, aflitivas, fortes e emocionantes. Olhos nos olhos dos passageiros-espectadores, provocadores de sentimentos de nossas entranhas. Sem falar no texto, que é divino. E mais além... O texto, que lembra a prosa de guimarães rosa, é o grande protagonista da noite, nos enchendo os olhos de lágrimas, nos incendiando por dentro com uma vontade intensa de pularmos todas as nossas cercas e corrermos rumo ao que acreditamos e almejamos."

veja na íntegra: http://euemimesma.blogspot.com/2008/02/cordel-do-amor-sem-fim.html

E, após um recesso em virtude da estréia do Valsa nº 6, a Trupe Sinhá Zózima apresentou o Cordel do amor sem fim neste final de semana no SESC Ipiranga, dentro do ônibus pelas ruas da cidade, com uma energia harmônica, redescobrindo possibilidades de comunicação com o todo numa singularidade minimalista. Na segunda feira de madrugada ainda, recebemos o àvido email da Patricia Zalewska, a cética desabusada, que compareceu nesta viagem com toda curiosidade e dúvidas sobre este universo, mas embarcou conosco de mala e cuia!

Confiram:

http://semanadoodio.blogspot.com/2009/10/sabado.html

 

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

 

(...)"Vamos ao que interessa, o ônibus! Gente, como é divertido, não só pelo fato de estarmos andando pelo bairro, vendo pessoas da rua olharem com incrível curiosidade para aquele objeto aparentemente comum, mas que mais de perto não é parecido com nada visto antes, é também divertido porque os atores estão ali ao nosso lado e de repente a gente vira personagem da história que eles estão contando. Não sabemos se olhamos pra trás, pra frente. Sei que várias vezes me deparei com o olhar engraçado de outro "passageiro" que mais olhava pra mim do que para os atores, nesses momentos percebia que estava parecendo mais uma criança, correndo os olhos pelo ônibus e para as pessoas na rua, do que uma jovem estudante buscando assunto pra aula de quinta-feira. A gente vira criança, a gente entra mesmo na peça e nos momentos de rir a gente ri e interage com os personagens, mas nos momentos de chorar não houve um olhar que não estivesse vidrado na cena acontecendo a centímetros de nossos olhos."

Envie também suas impressões para sinhazozima@gmail.com

 



Escrito por Sinhá Zózima às 22h40
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Escrito por Sinhá Zózima às 22h54
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Em breve, o flyer. Enquanto isso, aproveite para saber um pouco sobre a

Agenda da Trupe Sinhá Zózima - Outubro 2009


Cordel do Amor sem Fim
 
SESC Ipiranga Dia(s) 02,03 e 04/10 Sexta, às 21h. Sábado, às 19h. Domingo, às 17h. 

 
Valsa Nº 6
 
SESC Ipiranga Dia(s) 09,10 e 11/10 Sexta, às 21h. Sábado, às 19h. Domingo, às 17h. 

 

Um ônibus como espaço cênico - Batepapo sobre o repertório e o processo de pesquisa da Trupe Sinhá Zózima
 
SESC Ipiranga Dia(s) 10/10 Sábado, às 15h. 


Valsa nº6

III Litoral Encena de Caraguatatuba  17 e 18/10

TUSP - Teatro da USP  - de 14 à 29/10 Quartas e Quintas às 21:00


Cordel do Amor sem Fim

SESC Rio Preto - 30 e 31/10

 



Escrito por Sinhá Zózima às 00h25
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O Poeta, o cavaleiro, Bandeira e outras palhaçadas...

Há uma passagem na bíblia por Jesus dizendo que é necessário nascer denovo. A trupe começa "O Poeta e Cavaleiro" de Pedro Bandeira, seu terceiro trabalho, assim como uma criança, que dá seus primeiros passos, descobrindo que o novo pode ser e é necessário. Para isso, estamos contando com o trabalho do Alexandre Lindo, professor de besterologia (falei besteira?), orientador e companheiro dos "velhos tempos" de escola.

 

O processo está recheado de tentações artísticas: para o intelecto; " O riso" de Henry Bergson, Manual mínimo do ator, Dario Fô ( a bíblia dos atores) e para inspiração, peças como KD EU? direção Bete Dorgam, "Sonho de uma noite de verão" direção Cida Almeida, "Doutores da Alegria", o filme, entre outros estímulos como os exercícios sobre a Máscara Neutra, o Nariz, e até a consciência corporal que às vezes, com o tempo vai ficando inconsciente.

Nesta terça, tivemos uma sopa com a Lídia Zózima nossa mestre e sempre luz para os caminhos, e assistimos um filme: o tempo foi curto mas muito proveitoso, pois aprendemos o quanto é importante utilizar nossa energia criadora saber expandi-la com alegria. Obrigada Lídia, por nos acolher com todo o carinho!

Amanhã tem mais e depois e depois, mas sempre lembrando só se vive um dia de cada vez. E que em março estréia " O Poeta e o Cavaleiro" com a Trupe Sinhá Zózima!



Escrito por Sinhá Zózima às 00h43
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Pra quem ainda não Valsou...

Pois é meus caros, Valsa nº 6 fez uma temporada alucinante à meia-noite em plena praça Roosevelt.

foto: Vanessa Cabral

Agora, a Trupe Sinhá Zózima se prepara para o infanto-juvenil " O Poeta e o Cavaleiro" de Pedro Bandeira.

Espetáculo dentro do ônibus? Sim é a reposta, como é outra pergunta!

Mas não tem problema, quem ainda não assistiu o Valsa, ainda dá tempo: em Outubro estaremos no TUSP à partir do dia 14!

Aguardem mais informações!

 



Escrito por Sinhá Zózima às 18h34
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Tá lá no blog do Miguel Arcanjo uma crítica sobre o Valsa nº6 com a Trupe Sinhá Zózima. Quem puder, confira, comente!

http://www.topblog.com.br/wordpress/?cat=417&p=3228

e a nossa querida Deolinda Vilhena ainda não deu a graça da presença, mas nos prestigiou com suas palavras! Aguardamos ansiosos para Valsar contigo!

terramagazine.terra.com.br/.../0,,OI3890165-EI11348,00-Uma+Valsa+entre+encontros+e+coloquios.html

 



Escrito por Sinhá Zózima às 02h02
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